Reprodução TV Vitória
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Os jovens cursam a 7ª série em uma escola de ensino fundamental e estavam reunidos em grupo para fazer uma lição quando um dos estudantes não gostou da brincadeira que o outro fez. "Eu peguei, dei uma cadeirada nele e fui bater nele, mas não esperava que ele iria desmaiar. Eu simplesmente taquei a cadeira", disse o acusado.
A mãe do estudante ficou desesperada quando viu o filho ferido na escola. "Quando eu cheguei, meu filho estava no chão, todo ensanguentado. Falaram que o menino tinha batido com a cadeira nele e eu entrei em desespero porque nunca esperava ver meu filho daquela forma no chão", contou Monicácia Lopes.
A vítima disse que só sentiu a pancada forte na cabeça e não se recorda mais de nada. "A gente estava junto contando piadas e eu falei com ele que se ele tivesse uma namorada o nome dela seria Osama Bin Landen e ele não gostou. Eu sentei para fazer o dever e logo após tomei uma cadeirada nas costas, desmaiei e dali em diante não lembro de mais nada. Tentei levantar, fiquei tonto e caí de novo. Quando eu acordei, já estava sendo socorrido", contou Lion Lopes.
Após o estudante ser levado para o hospital e fazer exames, a mãe tem medo que o filho tenha problemas de saúde. "Naquela hora o que eu pensava era só em tirar meu filho dali e levá-lo para o hospital. Levaram para a delegacia, mas ele passou mal e desmaiou. Tive que levá-lo para o Dório Silva, deram remédio e pediram para fazer um outro exame porque por fora parece que não houve lesão não, mas por dentro a gente ainda não sabe e ele está passando mal toda hora e agora vou levá-lo no posto médico para saber se podem encaminhá-lo para fazer uma tomografia.
Na delegacia, o jovem, que ainda vestia o uniforme da escola, pediu desculpas e disse que perdeu a cabeça. "Me deu medo porque eu achei que tinha matado o garoto. Eu sou um menino bom, nunca fiz nada disso e me arrependi pelo ato que cometi.
Queria pedir desculpas a ele e falar que eu errei. Agi por impulso por não ter gostado do que ele falou", afirmou o adolescente.
O delegado autuou o estudante por tentativa de homicídio embasado na forma que aconteceu o ataque. "Sendo um ato de violência ou ameaça, tem que ser confeccionado o auto de apreensão de adolescente infrator e dessa forma eu agi. Ele ficou detido, à disposição da Justiça e o caso vai ser encaminhado para o juiz da Infância e Juventude", disse o delegado Carlos Alberto Nascimento.
A mãe do jovem agredido quer justiça. "Eu não quero que aconteça o mal, mas quero que tenha justiça porque se ficar impune agora, ele vai crescer achando que ele pode tudo. Então ele tem que ver que lei também existe para menores", disse Monicácia. Já o filho, disse que perdoa o agressor. "Perdoaria sim porque como minha mãe diz, perdoar é um ato nobre, um ato divino. Se a gente não perdoar, a gente vai ficar com esse rancor no coração para sempre", afirmou Lion Lopes.
A direção da escola afirmou que se reúne à tarde com o conselho de escola, pais, educadores e gestores da instituição de ensino para discutir as medidas a serem adotadas em relação ao aluno agressor. Acrescenta, ainda, que o estudante nunca havia demonstrado problemas de relacionamento na escola e surpreendeu a professora e colegas com a atitude dentro da sala de aula. Após o conflito, o Samu foi acionado e atendeu o aluno agredido, não havendo necessidade de internação. A polícia também foi chamada para registrar a ocorrência.

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