Foto: Reprodução TV Vitória ![]() |
“A diretora da unidade e a chefe de plantão mandaram dois agentes temporários me baterem e depois chegou um outro, que é efetivo. Eles começaram a me agredir com chutes e socos. Um policial militar teve que me tirar de lá me arrastando. Outros colegas que estavam lá na frente foram ameaçados de prisão”, disse o Conselheiro Fiscal do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Espírito Santo (SINDASPES), Anderson Damascena.
No quinto dia de greve dos agentes penitenciários, por melhores salários e condições de trabalho, um representante da categoria afirma ter sido ameaçado no Complexo Penitenciário de Viana. “Acabamos de ser ameaçados pelos diretores do Média I e do Média II. Falaram que vão pegar os nomes dos agentes temporários e exonerar todos na segunda-feira (08) se não voltarmos a trabalhar. Já somos ameaçados pelos presos, agora estamos sendo ameaçados pela própria secretaria em que trabalhamos. Assim fica difícil”, afirmou o agente que não quis ser identificado.
De acordo com o comando de greve, policiais militares do Batalhão de Missões Especiais (BME) para garantir a segurança nos seis presídios de Viana durante o horário das visitas. Mesmo assim, parentes dos detentos preferiram não entrar. “Nós abrimos mão da visita hoje para não haver confronto entre a polícia e os detentos porque os agentes não vão tirar os presos para que a gente possa visitar. Não estamos achando justo entrar a minoria e a maioria que está lá dentro ficar sem visita”, disse uma mulher que não quis se identificar.

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