Marcos Itiberê disse aos rebocadores que o salvaram, que havia saído da Ilha das Pombas e tentaria chegar nadando em Vitória. A princípio, disse que era biólogo e estava fazendo fotos. Depois, ele contou ter fugido do IRS e afirmou não ter cerrado as grades da prisão para iniciar a fuga.
Ainda na embarcação ele confirmou ter utilizado, na fuga, uma "teresa" (corda artesanal feita com lençóis amarrados). Os rebocadores encontraram o fugitivo bastante machucado. De lá ele foi conduzido pela polícia para o Hospital São Lucas.
Segundo nota da Secretaria de Justiça, ele será encaminhado a presídio de regime fechado ainda na noite deste domingo.
Veja nota da Sejus:
O secretário de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, informa que foi recapturado na tarde deste domingo (07), o detento Marcos Itiberê Rodrigues de Castro Caiado. Ele estava foragido desde a noite da última sexta-feira (05), do Instituto de Readaptação Social (IRS), na Glória e foi encontrado na Ilha da Fumaça, localizada próxima a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira Mar), em Vitória.
Desde que a fuga foi registrada as equipes de Inteligência da Sejus e da Polícia Militar agiram em conjunto nas investigações e nas buscas ao detento. Após a recaptura, Itiberê foi encaminhado ao Hospital São Lucas, pois, apresentava ferimentos na perna e ainda na noite deste domingo ele será levado a uma unidade prisional destinada a presos condenados em regime fechado.
A Corregedoria da Sejus ainda apura as falhas que possibilitaram a ocorrência da fuga. A Sejus informa ainda que o IRS, onde Itiberê estava preso, é uma unidade antiga, com estrutura ultrapassada e que está em processo de desativação.
Itiberê cumpria pena em a em regime fechado na Penitenciária de Segurança Máxima I, em Viana e foi transferido para o IRS em julho de 2009 por decisão judicial.
O caso
Itiberê foi condenado a 43 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato dos dois filhos. Por uma decisão judicial, em 2009, ele conseguiu a transferência do presídio de segurança máxima de Viana para o IRS, de regime semi-aberto.
O crime teve grande repercussão no Estado porque Marcos, que é filho do procurador de Justiça Carlos Itiberê, escondeu os corpos das crianças no closet do seu apartamento enrolados em colchões. Ele ainda cimentou o local para evitar que o mau cheiro provocado pela decomposição dos corpos exalasse. Marcos matou os filhos com pancadas na cabeça e tiros.
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