segunda-feira, 25 de julho de 2011

ES: Suspeita de fraude em jantar oferecido pela Câmara de Vila Pavão

Uma Ação Civil Pública (ACP) por atos de improbidade administrativa proposta pela Promotoria de Justiça de Vila Pavão denuncia que o presidente da Comissão de Licitação e dois procuradores do município licitaram fraudulentamente os preparativos de um jantar oferecido pela Câmara de Vereadores na ocasião da entrega do título de Cidadania Pavoense.

Segundo a ACP, em 2009, a Câmara de Vereadores realizou processo licitatório para a aquisição de materiais para realização do evento. Dentre as fraudes estão o favorecimento das sociedades empresárias e a falta de nota fiscal comprovando o valor gasto pela administração.

O presidente da Comissão de Licitação da Câmara, Gilberto Breger, fez convite às empresas e acabou chamando as que eram de propriedade dos parentes dele.

Já o procurador-geral do município, Antônio Messias Pereira Neto, nega que tenha assinado os pareceres que aprovam o processo de licitação aparentemente fraudulento. Ele admitiu que sabia que os donos das empresas convidadas eram parentes de Breger.

A procuradora da Câmara de Vila Pavão, Ildete Mello de Oliveira, admite que acompanhou o processo de licitação, mas empurra para o procurador-geral a responsabilidade sobre o parecer favorável, que permitiu que Breger contratasse as empresas para realização do jantar oferecido para 600 convidados.

Na ACP, o a Promotoria requisitou a condenação dos acusados a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil. O promotor requer ainda a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica do qual sejam sócios majoritários, por prazo a ser fixado, não superior a dez anos.
 
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