sábado, 30 de julho de 2011

ES: Polícia Civil investiga tráfico de drogas nas redes sociais. Casos como o do capixaba Daniel dos Santos (foto), preso por tráfico no RJ são comuns, avalia o delegado Diego Yamashita, da Deten

GAZETA
"Há investigações em andamento sobre esse tipo de crime, que é cada vez mais comum", avaliou o titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), Diego Yamashita, sobre a ramificação do tráfico de entorpecentes que utiliza as redes sociais como refúgio para a comunicação 'discreta' entre fornecedores, vendedores e consumidores de drogas.

O posicionamento do delegado veio após a prisão de um capixaba traficante de ecstasy pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Daniel Izaías dos Santos, 25, que usava redes sociais como o Facebook para vender drogas. No Espírito Santo, outros crimes semelhantes estão em fase de investigação na Deten.

O delegado disse ainda que com as investigações sobre outros crimes do mesmo tipo no Estado, é comprovado que o tráfico ocorre também em outras redes sociais, além Facebook. "Sabemos que é assim não só no Facebook, mas também no Orkut, no MSN e no Skype. É um problema não só do Espírito Santo, mas de todo o país. Casos como esse não fogem à normalidade", alerta.

O caso
Daniel Izaías dos Santos foi preso logo após chegar ao Rio com 1.250 comprimidos de ecstasy, nesta sexta-feira (29). Ele caminhava na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, quando foi abordado por policiais. Tentou fugir, mas acabou preso em flagrante. A droga foi apreendida. O traficante disse que a carga valia cerca de R$ 18 mil.

A polícia chegou até Izaías a partir de uma investigação da delegacia de Copacabana que monitorava os registros do rapaz, identificado como atacadista de uma quadrilha de traficantes, na internet.

Segundo os investigadores, o chefe de Izaías na quadrilha é um jovem de classe média, filho de um alto funcionário público federal, cuja identificação não foi revelada. O chefe chegava a se comunicar com Izaías no site de relacionamentos tratando abertamente de acerto de contas em torno da atividade ilegal da venda de ecstasy. Izaías era o intermediário entre o chefe, que provavelmente trazia a droga do exterior

Nenhum comentário:

Postar um comentário