O golpe aplicado em um homem pode servir de alerta para todos os proprietários de veículos no Espírito Santo. Há mais de um ano o comerciante Mário Sérgio Machado Alves espera uma resposta do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para reaver a documentação de um veículo. O proprietário foi vítima de um falsário que passou a documentação de uma caminhonete F 1000 para o nome de outra pessoa. O comerciante já acumula um prejuízo acima dos R$ 30 mil. "Me sinto nada como cidadão. Nem me sinto cidadão", disse Mário.
Surpresa
Ao descobrir o golpe, em abril de 2010, na época em que fechava um negócio de venda da caminhonete, Mário Sérgio e o futuro dono do veículo descobriram por meio de um despachante que o dono da F 1000 havia entrado com pedido de segunda via para documentação do veículo e que o bem estaria no nome de outra pessoa.
Para dar entrada no pedido de segunda via o golpista falsificou a Carteira de Identidade e CPF verdadeiros de Mário Sérgio, e se passou pelo comerciante para, posteriormente, registrar o veículo no próprio nome ou em nome de um laranja.
Indignação
"Isso é uma coisa que deixa qualquer um indignado. Você mesmo que está conversando aqui comigo agora pode estar tendo um bem material seu passado para o nome de outra pessoa neste momento. Isso pode acontecer comigo, pode acontecer com você, pode acontecer com qualquer um de nós", reclamou.
O caso foi denunciado à Polícia Civil. Por meio de investigação um clone da caminhonete foi descoberto e apreendido. O suposto falsário é alvo de investigação, mas está em liberdade porque o caso não gerou flagrante. Enquanto isso, o dono verdadeiro da caminhonete não pode trabalhar com o carro para evitar transtornos com o Batalhão de Trânsito, em possíveis abordagens de rua.
"Também não posso vender o veículo porque não está no meu nome. E enquanto o Detran não der encaminhamento a isso só vou acumulando prejuízos. Me sinto nada como cidadão. Nem me sinto cidadão", afirmou.
Demora
A denúncia de toda essa história foi protocolada no Detran, pelo comerciante, no dia 21 de junho de 2010. A Gerência de Operações do Detran informou que foram encaminhados ofícios à perícia da Polícia Civil e ao cartório de registros utilizado para transferência do título de propriedade do veículo.
Somente com a resposta de um desses ofícios e com a oficialização da irregularidade será possível Mário Sérgio tornar-se dono novamente da caminhonete. Não há prazo legal para resposta e, enquanto isso a F 1000 fica parada. Detalhe, os ofícios foram encaminhados há 40 dias, ou seja, quando a denúncia do comerciante havia completado quase um ano.
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