quarta-feira, 27 de julho de 2011

ES: Ex-presidente da Assembleia pede celeridade no julgamento de ações

Alvo de mais de 200 ações na justiça estadual, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Carlos Gratz, quer celeridade no julgamento dos processos movidos contra ele no Tribunal de Justiça do Estado (TJES).

Na petição endereçada ao presidente do TJES, desembargador Manoel Alves Rabelo, o ex-deputado se identifica como “desafeto publico” do ex-governador Paulo Hartung e volta a acusar o Ministério Público pela suposta “balburdia processual” na mais de uma centena de ações de improbidade.
De acordo com o documento protocolado nesta semana, Gratz pede a aplicação do artigo 71 do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) que prioriza o julgamento de ações que envolvam alguma das partes com mais de 60 anos – caso do ex-deputado que está com 63 anos de idade. A solicitação se refere a apenas nove das 160 ações oferecidas pelo MP no escândalo de desvios de verbas públicas e pagamentos indevidos de diárias a parlamentares no período que ficou como “Era Gratz”.

As ações envolvem agentes políticos com foro privilegiado e devem ser julgadas por desembargadores de Justiça. Entre os políticos que respondem juntamente com Gratz e o ex-diretor-geral da Assembleia, André Nogueira, estão o prefeito de Iúna, José Ramos, e a atual deputada estadual Solange Lube (PMDB).

Essa não é a primeira vez que o ex-presidente do Legislativo tenta agilizar o julgamento de suas ações. Em junho do ano passado, Gratz protocolou pedido semelhante. No entanto, segundo o ex-deputado, a solicitação sequer foi respondida. “É desnecessário esclarecer que o réu sofreu e vem sofrendo uma campanha de demonização da sua imagem jamais vista na história política deste País”, narra um dos trechos da petição assinada pelo próprio ex-deputado.
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