Não pode passar sem análise o discurso do governador Renato Casagrande em encontro que reuniu lideranças de 22 partidos, porém, poucos deputados, antes de sua saída da função por uma semana - o socialista, aliás, pode entrar para o Guinness Book, é o primeiro governador que toma posse e seis meses depois já sai de férias. Para uns, o que ficou claro nas falas de Casagrande é que mexem com os interesses diretos de Paulo Hartung. Provavelmente, porque o governador percebeu que o inferno astral dele tem relação com o seu antecessor. Ao citar a tal faxina ética, Casagrande avisa a Hartung que seus dois mandatos são frágeis e que os | |
problemas deixados vêem aflorando. Exemplo claro disso é o programa Caminhos do Campo, cujas obras foram destinadas a apenas uma empreiteira, a Delta, e não passaram de maquiagem, precisando agora de remendos. Apenas para citar um, pois são vários os penduricalhos, para não dizer coisas mais duras.
Mantendo o sistema de Hartung intacto, como os benefícios fiscais e os favorecimentos às transnacionais, além da estrutura de poder no Judiciário, Ministério Público do Estado (MPES) e Tribunal de Contas do Estado (TCEES), Casagrande avisa que está cumprindo sua parte no acordo. E Hartung, vai manter a dele?
Por falar nisso...
Até a superintendente de Comunicação do Estado, Sandra Wernersbach Cola, que tem relação estreita com Hartung, parece reconhecer o problema das obras do interior, como informou coluna do jornal A Gazeta nesta sexta-feira (22). Desabafo ou complemento do recado? |
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