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| Foto: Reprodução |
O velório da funcionária do Detran de Pedra Azul Rosimere Grêco aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), em Domingos Martins, sul do Espírito Santo. Ela foi executada nesta quinta-feira depois de ter ajudado a polícia a desmontar uma grande organização criminosa envolvida com roubo de caminhões. O caso já tinha sido mostrado no Fantástico, há três semanas.
O delegado de Minas Gerais, que investiga a quadrilha, veio ao Espírito Santo para ajudar nas investigações do assassinato. O delegado de Domingos Martins disse que tem várias linhas de investigação para o caso. A queima de arquivo, por conta das denúncias, é uma delas.
Entenda o caso
A investigação começou há sete meses no interior de Minas Gerais. Segundo a polícia, o esquema de roubo de caminhões movimentou R$2 bilhões. A quadrilha agia principalmente no cruzamento das BR 262, que liga Belo Horizonte ao Espírito Santo, com a BR-116, também conhecida como Rio-Bahia.
Boa parte da frota de caminhões que circulam pelo país passa por essa região. São trechos cheios de curvas e muitas subidas, que fazem o motorista diminuir a velocidade. São nesses pontos que os criminosos entram em cena.
Em Venda Nova do Imigrante, no Sul do Espírito Santo, os licenciamentos e transferências não precisavam ser feitos em Ciretrans. O processo podia ser conduzido por despachantes como um casal que, segundo a polícia, também fazia parte do esquema. Eles transferiam para a cidade caminhões sem qualquer vistoria.
A quadrilha, para justificar a procedência do veículo, informava que os carros haviam sido adquiridos em leilões realizados pela Aeronáutica. Esses leilões foram forjados, como revelam documentos. Os militares da Força Aérea analisaram o material, encaminhado pela polícia, e encontraram erros grosseiros.
No dia 14 de abril, a polícia fechou o cerco contra o chefe da quadrilha. Na casa de André Lanes, em Volta Redonda. Ele é quem, de acordo com as investigações, comprava documentos falsos e revendia os caminhões roubados. Dez pessoas foram presas quinta-feira (14). Ao todo, já são 23 presos. Em vários documentos falsos apreendidos pelos policiais, aparece a assinatura do delegado Alexandre Figueira Pereira autorizando o licenciamento dos caminhões roubados.
Com uma microcâmera, o Fantástico tentou negociar com o delegado o licenciamento de um carro, mesmo sem endereço fixo na cidade, o que não é permitido por lei. O delegado indica um despachante amigo dele. Segundo a polícia, os criminosos vão responder por roubo, adulteração de documentos, estelionato, corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As informações são do Fantástico.

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