terça-feira, 20 de setembro de 2011

ESPÍRITO SANTO E O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS: Justiça mantém prisão de grupo especializado em tráfico internacional. O grupo, de acordo com o Ministério Público Federal, operacionalizava a remessa de drogas para o exterior a partir do Porto de Vitória

GAZETA
Seis integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal do Espírito Santo. De acordo com o MPF, o grupo operacionalizava a remessa de drogas para o exterior a partir do Porto de Vitória.

Eles foram denunciados pelo MPF/ES pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico no dia 10 de agosto, e a denúncia foi recebida no dia 15 de agosto. A partir do recebimento da denúncia, eles passam efetivamente à condição de réus. Os seis estão entre os investigados na Operação Niva, deflagrada pela Polícia Federal e que desbaratou uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de entorpecentes.

Integravam o grupo o macedônio Branislav Panevski,; o sérvio Slobodan Kostovski, a mulher de Slobodan, a brasileira Sandra Kostovski; os brasileiros Maria Auxiliadora da Silva e Agostinho Vaca Tejaya; o sul-africano Nemanja Mitov. Branislav, Slobodan e Sandra estão presos desde a deflagração da operação, no início do mês de maio. Por sua vez, Maria Auxiliadora, Nemanja e Agostinho estão foragidos.

Branislav Panevski, principal acusado pela operacionalização da remessa de drogas, foi condenado recentemente por tráfico internacional de drogas a 15 anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado. Ele providenciou a perfuração de um bloco de mármore que seria enviado para a Macedônia e escondeu no compartimento criado na pedra um total de 158,7kg de cocaína divididos em 179 tabletes. O MPF/ES está recorrendo ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para aumentar a pena do empresário.

A ação penal contra Branislav, Slobodan, Sandra, Maria Auxiliadora, Agostinho e Nemanja trata exatamente dessa tentativa de enviar para a Macedônia o bloco de granito recheado de drogas. As investigações demonstraram que Slobodan era o verdadeiro mentor e financiador das ações articuladas pelo grupo no Espírito Santo. Sua mulher, Sandra, auxiliava o marido na coordenação das atividades ilegais, sendo a responsável pela compra das passagens aéreas dos integrantes do grupo que viajavam para o exterior.

Por sua vez, Nemanja e Maria Auxiliadora viajaram juntos para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, local em que foram adquiridas as substâncias entorpecentes. Nemanja morava com Branislav no apartamento no qual foram encontradas as ferramentas utilizadas na perfuração do bloco de mármore que seria utilizado para transportar a droga até a macedônia.

Maria Auxiliadora aparecia como sócia de Branislav. Ela emprestou seu nome para o registro de um carro utilizado por Branislav e para a locação do terreno no qual o bloco de mármore foi preparado para armazenar a cocaína. Já Agostinho, com estreitas ligações com narcotraficantes colombianos, fornecia ao grupo a droga que seria remetida ao exterior.

Todos respondem pelo crime de associação para o tráfico, cuja pena é de até dez anos de  prisão. Já em relação ao tráfico internacional de drogas, Branislav Panevski não foi incluído na denúncia porque já foi condenado por esse crime.

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