GAZETA
Seis integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico
internacional de drogas tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça
Federal a pedido do Ministério Público Federal do Espírito Santo. De
acordo com o MPF, o grupo operacionalizava a remessa de drogas para o
exterior a partir do Porto de Vitória.
Eles foram denunciados
pelo MPF/ES pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas e
associação para o tráfico no dia 10 de agosto, e a denúncia foi
recebida no dia 15 de agosto. A partir do recebimento da denúncia, eles
passam efetivamente à condição de réus. Os seis estão entre os
investigados na Operação Niva, deflagrada pela Polícia Federal e que
desbaratou uma organização criminosa voltada para o tráfico
internacional de entorpecentes.
Integravam o grupo o macedônio
Branislav Panevski,; o sérvio Slobodan Kostovski, a mulher de Slobodan, a
brasileira Sandra Kostovski; os brasileiros Maria Auxiliadora da Silva e
Agostinho Vaca Tejaya; o sul-africano Nemanja Mitov. Branislav,
Slobodan e Sandra estão presos desde a deflagração da operação, no
início do mês de maio. Por sua vez, Maria Auxiliadora, Nemanja e
Agostinho estão foragidos.
Branislav Panevski, principal acusado
pela operacionalização da remessa de drogas, foi condenado recentemente
por tráfico internacional de drogas a 15 anos e dois meses de prisão em
regime inicial fechado. Ele providenciou a perfuração de um bloco de
mármore que seria enviado para a Macedônia e escondeu no compartimento
criado na pedra um total de 158,7kg de cocaína divididos em 179
tabletes. O MPF/ES está recorrendo ao Tribunal Regional Federal da 2ª
Região (TRF-2) para aumentar a pena do empresário.
A ação penal
contra Branislav, Slobodan, Sandra, Maria Auxiliadora, Agostinho e
Nemanja trata exatamente dessa tentativa de enviar para a Macedônia o
bloco de granito recheado de drogas. As investigações demonstraram que
Slobodan era o verdadeiro mentor e financiador das ações articuladas
pelo grupo no Espírito Santo. Sua mulher, Sandra, auxiliava o marido na
coordenação das atividades ilegais, sendo a responsável pela compra das
passagens aéreas dos integrantes do grupo que viajavam para o exterior.
Por
sua vez, Nemanja e Maria Auxiliadora viajaram juntos para Santa Cruz de
la Sierra, na Bolívia, local em que foram adquiridas as substâncias
entorpecentes. Nemanja morava com Branislav no apartamento no qual foram
encontradas as ferramentas utilizadas na perfuração do bloco de mármore
que seria utilizado para transportar a droga até a macedônia.
Maria
Auxiliadora aparecia como sócia de Branislav. Ela emprestou seu nome
para o registro de um carro utilizado por Branislav e para a locação do
terreno no qual o bloco de mármore foi preparado para armazenar a
cocaína. Já Agostinho, com estreitas ligações com narcotraficantes
colombianos, fornecia ao grupo a droga que seria remetida ao exterior.
Todos
respondem pelo crime de associação para o tráfico, cuja pena é de até
dez anos de prisão. Já em relação ao tráfico internacional de drogas,
Branislav Panevski não foi incluído na denúncia porque já foi condenado
por esse crime.
Nenhum comentário:
Postar um comentário