domingo, 14 de agosto de 2011

RIO: Qualidade do Bope colocada à prova em sequestros


Formada por 50 policiais, Unidade de Intervenção Tática é dividida em negociadores, agentes não letais, atiradores de elite e grupos de intervenção

Rio - Em casos de sequestros, quando os holofotes estão voltados para os criminosos, um grupo formado por 50 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) é responsável pela ação desenvolvida durante as negociações. Estes PMs integram a Unidade de Intervenção Tática (UIT), considerada pelo comandante do batalhão, o tenente-coronel René Alonso, como a divisão que coloca à prova todo o treinamento dos policiais.

“A hora em que a UIT precisa intervir é o momento que verificamos a qualidade de nossa corporação. A cobrança é total em cada atividade que fazemos, nada pode dar errado”, conta. O sequestro do ônibus da Viação Jurema, na terça-feira, no Centro do Rio, fez reafirmar o trabalho dos caveiras. As negociações, foram consideradas bem-sucedidas devido ao resgate das vítimas e à prisão de dois sequestradores.

Por trás da técnica, estão semanas intensas de treinamento. Dividido em negociadores, agentes não letais, atiradores de elite e grupos de intervenção, os policiais da UIT recebem desde simulações em áreas urbanas a palestras e intercâmbios internacionais, onde realizam treinamentos unificados com grupos especiais da polícia estrangeira.
Os atiradores de elite fazem parte da alternativa tática utilizada na Unidade de Intervenção do Bope | Foto: André Mourão / Agência O Dia
As primeiras medidas em ocorrências de sequestro é o isolamento e organização da área. A cautela durante as ações, principalmente na negociação, também é fundamental durante o caso. Para o coronel René, o reforço da equipe com cães da Polícia Militar é imprescindível durante a atuação. A ajuda de psicólogos também é extremamente importante para o sucesso dos casos. “Eles analisam o comportamento dos sequestradores e isso contribui para tomarmos decisões”, explica René.

Blindado sul-africano passará por testes durante um mês
O Bope recebeu na última quarta-feira um novo blindado, sul-africano, para realização de testes. Conhecido entre a corporação como o ‘paralelepípedo com rodas’, o veículo modelo Maverick RG-32, que tem capacidade para aproximadamente 12 policiais, ainda não foi avaliado, mas o comandante do Batalhão, René Alonso, já aponta dois pontos positivos.

“O carro parece ser mais confortável, o que facilita o rápido acesso ao interior do veículo. E o design retangular favorece a direção”, comenta René Alonso.

Os principais critérios para aprovação do carro é ter boa blindagem e capacidade de romper obstáculos. Mas a bateria de testes, que dura aproximadamente um mês, é composta por várias fases: inicialmente, com a comparação aos blindados já utilizados pela corporação, que possui dois atualmente, e posteriormente por diversos exames como o de proteção balística, para avaliar se suporta os calibres utilizados pelo tráfico no Rio.

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