Assim foi o domingo de uma diarista de 35 anos, moradora de um bairro na Serra, que flagrou o marido - um capoteiro de 35 anos - abusando sexualmente da enteada, de apenas 10 anos, dentro de casa. O crime sempre acontecia enquanto a mãe estava na igreja.
"Ela o conhece como pai, porque quando começamos a nos relacionar, a menina tinha só seis meses de vida", disse a diarista.
Segundo ela, ao retornar da igreja, por volta das 20 horas, o marido estava despido, na cama de casal, obrigando a menina a fazer sexo com ele.
"Fiquei sem palavras. O choque foi tão grande, que fiquei mais branca que a geladeira. Desci correndo, pedi socorro para uma amiga, mas a voz quase não me saía da garganta", disse a diarista.
Enquanto fazia a denúncia para o delegado Márcio Lucas Malheiros, a diarista foi surpreendida por um telefonema do marido.
"Ele queria a carteira dele, com os documentos e cartões bancários. Eu a havia tirado do carro, uma coisa que nunca tinha feito antes. Ouvi uma voz, que me mandou fazer isso", disse ela.
A mãe então marcou um local, em Jabour, onde entregaria a carteira para o acusado. Mas os policiais e agentes de polícia do DPJ foram junto. Lá, sem que o capoteiro tivesse qualquer chance de reação, ele acabou preso e autuado por estupro de vulnerável.


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