No mês de julho o Palácio Anchieta completou 460 anos de muitas histórias. Durante todo esse período, o prédio abrigou a família real portuguesa, já foi igreja e colégio, ambos fundados por jesuítas , e também repartição pública e sede de vários governos do Espírito Santo. Atualmente, é sede do Governo do Estado, além de ser um espaço cultural que recebe várias exposições. E dentro do Palácio estão pessoas que ajudam a conservar e a contar mais sobre esse monumento histórico.
É o caso do garçom Edson Pereira Pinto, que fala com orgulho dos 32 anos de trabalho no Palácio Anchieta. “No Palácio passaram várias autoridades e tive oportunidade de servir vários presidentes da república. Fico feliz que hoje esteja aberto à visitação”.
| Nestor Müller/Secom |
| Edson Pereira Pinto |
A gestora do espaço cultural, Áurea Lígia Miranda Bernardes, há 20 anos presta serviço ao Palácio e conta que a entrega do monumento restaurado foi o momento mais marcante e o ver sendo apedrejado nos últimos meses, após um longo trabalho feito para conservar cada detalhe da história do Espírito Santo, a deixou muito triste. “Antes o Palácio era cheio de divisórias e hoje é um espaço cultural. E sou feliz em trabalhar aqui, é muito gratificante, mas fiquei triste em ver aquela situação.”
| Nestor Müller/Secom |
| Áurea Lígia Miranda Bernardes |
Solenidades
Durante todo esse tempo, o Palácio já foi palco de inúmeras celebrações, solenidades, eventos oficiais, que são de responsabilidade, desde 2003, de uma figura que nunca passa despercebida na correria, a cerimonialista do Palácio Hilda Cabas, 83 anos.
Entretanto, Dona Hilda como é chamada por todos, já vivencia os ares do Palácio há 28 anos, quando era administradora e realizava somente os eventos internos. Desde então já presenciou momentos de muita emoção nos grandes salões. “É uma longa história, vários eventos me marcaram, visitas de presidentes da República, o nascimento da filha de Gerson Camata, o aniversário do doutor Carlos Lindernberg, a vinda de Sarney quando estava no auge da popularidade acompanhado da dona Marly, são muitas as passagens. Eu posso escrever um livro por tudo que eu já vivi aqui dentro”.
| Romero Mendonça/Secom |
| Dona Hilda Cabas |
De gata borralheira a cinderela, Hilda Cabas mantém cada pedacinho do Palácio Anchieta como sua segunda casa. Para o aniversário do Palácio, dona Hilda está acompanhando todos os preparativos, inclusive a exposição ‘Mestres Espanhóis’. “A cultura para mim é muito importante, as exposições que ocorrem aqui são um marco na história do Espírito Santo. O Palácio ter sido aberto à visitação pública também foi um momento marcante. Todo mundo sabe da minha paixão por essa casa, e com a reforma eu achei que ficou ainda melhor”.
Visitação
| Nestor Müller/Secom |
| Rafael Dias Fernandes |
Após a restauração feita em 2009, o Palácio Anchieta foi aberto à visitação. Para acompanhar e apresentar o local, há os guias culturais. Rafael Dias Fernandes e Lellison Souza são um desses profissionais. Os dois contam que é muito interessante trabalhar no local e uma forma deles colocarem em prática o que aprenderam na vida acadêmica. “A cada vez que eu guio uma turma de visitante relembro a história do Palácio Anchieta e ao mesmo tempo, a história Espírito Santo”, acrescenta Rafael.
| Nestor Müller/Secom |
| Lellison Souza |
“É muito divertido trabalhar no Palácio Anchieta. Encontramos várias pessoas ao longo do dia. Fazemos uma ponte entre história e visitantes”, comenta Lellison. Durante essas mediações, presenciou algo que para ele foi muito importante. Guiando uma filha de um ex-governador que morou no Palácio há mais de 50 anos, longo da caminhada, ela foi contando e mostrando cada detalhe de como eram os móveis e o prédio. “Eu me senti o visitante e não o guia. Parecia que eu estava em dois tempos. No presente e no passado. Fui imaginado cada detalhe que ela falava” expressa.
| Nestor Müller/Secom |
| Silvana Rita Carpanedo |
A assessora administrativa, Silvana Rita Carpanedo, trabalha desde 2003 e conta que o Palácio é um ambiente agradável para se trabalhar. Ela conta que quando chegou o prédio tinha piso de placas e havia divisórias em cada espaço. E lembra do fato que a marcou bastante. Na véspera do Natal, período antes da restauração do Palácio, o Salão Nobre ficou todo inundado. “Foi muito bonito a sensibilização de todos em secar e limpar o espaço. Foi feito com muito carinho. E todo o esforço em busca de um único objetivo: conservar o Patrimônio”. Andressa Subtil, também assessora administrativa desde 2000, acrescenta que o monumento hoje é um dos pontos turísticos do Espírito Santo. “O local há anos atrás era apenas uma repartição pública e hoje é um verdadeiro Palácio. As pessoas podem visitar e conhecer o prédio. Ele também é um espaço cultural, que sempre tem exposições”, conclui.
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Assessoria de Comunicação/Secult
Larissa Ventorim
3636 7110 / 9902 1627
comunicacao@secult.es.gov.br
Texto: Letticia Müller – estagiária de comunicação da Secult Informações à Imprensa:
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