sexta-feira, 1 de julho de 2011

ES: Estudante é agredida no meio da rua por mais de 10 colegas na saída de escola na Serra

TV Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória

Uma adolescente de 16 anos foi agredida por um grupo de alunas da mesma escola onde estuda na noite de quinta-feira (30) em Laranjeiras, na Serra. A menina disse que nunca ouviu falar sobre bullying, mas carrega no corpo as marcas da violência praticadas por cerca de 12 meninas.

Segundo a estudante, ela saía da escola Aristóbulo Barbosa Leão e voltava para casa acompanhada de uma amiga. Elas passavam por uma rua quando foram cercadas primeiro por duas estudantes e, depois, por outros dez alunos da escola."Quando eu olhei para trás, já tinham duas meninas vindo atrás de mim com pedra na mão.

Minha amiga falou que não era para ela atirar a pedra, que era para ela ir na mão. Ela largou a pedra e veio na mão. Meu coração gelou. Ela ela veio para cima de mim e eu fui também. Bati nela, não ia apanhar quieta", contou a vítima.

De acordo com a adolescente, as amigas da agressora também participaram da briga. "Depois veio aquela multidão, um monte de amigas dela e eu não vi o que aconteceu depois. Não sei se todo mundo me bateu, me falaram que sim", relatou a estudante que não quis ser identificada.

A mãe estranhou não ter sido chamada pela filha para ir buscá-la na escola, como de costume. Todo dia ela me chama, manda mensagem, mas ela não tinha levado o telefone porque estava quebrado. Eu até comentei com uma colega que ela não tinha me ligado para ir buscá-la e quando eu olhei ela já estava chegando. Ela tinha sido agredida, chegou chorando", disse a mãe da vítima.

Segundo a estudante, a violência foi liderada por uma ex-aluna do colégio, que foi expulsa por causa de uso de drogas. "Ela fica lá na frente implicando com os outros. Quando ela não está lá na frente, ela fica no shopping", comentou a estudante.

Um mecânico fechava a oficina e se uniu a um ex-colega de trabalho para tentar apartar a briga. William da Silva ficou impressionado com o que presenciou. "A briga era feia. Parecia até ser briga de homem. As meninas batiam muito. Uma que estava sozinha junto com a outra veio aqui pedir ajuda. Nós fomos até lá e tentamos apartar. Era um grupo grande com cerca de 10 a 12 adolescentes. Uma briga violenta, feia. Eu fiquei assustado", disse o mecânico.

A agressão virou caso de polícia. A mãe da estudante quer justiça. "A única coisa que eu quero agora é justiça porque não é a primeira vez que essa menina faz isso. Tem que ir atrás, ver com os pais para saber o que está acontecendo porque não pode continuar desse jeito", afirmou a mãe da adolescente.

A estudante está tão traumatizada que decidiu que, para aquela escola, não volta. "Vergonha de aparecer naquela escola, todo mundo vai ficar falando de mim. Medo também de esbarrar com ela de novo porque eu fui ameaçada e ela mandou recado que vai me pegar de novo. Naquela escola eu não vou mais não", afirmou a jovem.

A Secretaria Estadual de Educação informou que a Escola Aristóbulo Barbosa Leão conta com um policial militar da reserva para atuar na segurança e evitar conflitos dentro da área da instituição.

Diante do problema registrado fora do ambiente escolar, a Sedu informa ainda que solicitou apoio à Secretaria de Estado da Segurança Pública que, ainda nesta sexta-feira (1º) vai requisitar ao Comando do 6º Batalhão da Polícia Militar o reforço policial nas imediações da escola.

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