"Sai, sai, sai", teria falado um dos criminosos armados. Um deles apontou o revólver para o mestre de obras pela pequena parte do vidro que ficou aberta e exigiu que ele passasse para o banco de trás. Um dos bandidos assumiu a direção do veículo e um outro sentou-se no banco do carona, enquanto a vítima ficou entre dois criminosos no banco de trás.
Um deles manteve o revólver apontado para a cabeça do mestre de obras o tempo todo até que ele fosse abandonado na Rodovia do Contorno, horas depois. Os bandidos conseguiram fugir com o carro e o aparelho celular da vítima. Depois de ser abandonado, o mestre de obras ligou para a polícia e pediu ajuda ao filho, que trabalha no Núcleo de Operações Especiais, grupo de Elite da Polícia Civil. Uma equipe fez buscas na região onde a vítima foi abandonada, mas nada encontrou.
Na manhã de sexta-feira, os policiais receberam uma denúncia anônima de que um dos suspeitos morava numa casa em Nova Rosa da Penha, Cariacica. Lá, a polícia prendeu três dos quatro suspeitos.
Polícia flagrou conversa de que carro estava sendo desmanchado
Assim que chegaram na casa de um dos suspeitos, um adolescente de 17 anos, os policiais o flagraram jogando o celular da vítima no quintal. O rapaz é apontado como o motorista que dirigiu o veículo após o sequestro relâmpago.
Enquanto uma equipe entrou na casa, outra ficou do lado de fora. Nesse momento, outro suspeito do crime, passou pelos policiais e parou para perguntar o que estava acontecendo.
O adolescente, que é ajudante de carga e descarga e tem 16 anos, acabou sendo revistado e no momento da revista o celular dele tocou. Os policiais exigiram que ele colocasse a ligação no viva voz e outro homem, do outro lado da linha, informava onde as peças do carro estavam.
O outro suspeito, um técnico em informática de 16 anos, também acabou detido no mesmo bairro. Os três adolescentes foram reconhecidos pela vítima e o quarto acusado, o que teria ficado com a arma apontada para a cabeça da vítima dentro do carro, não foi localizado.
Os três suspeitos detidos foram encaminhados para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acabaram autuados pelo delegado Fabrício Dutra pelo ato infracional análogo ao crime de roubo.

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