terça-feira, 21 de junho de 2011
RIO: Finanças do Estado a caminho do naufrágio. Situação financeira começa a se complicar
Aluguéis superfaturados de carros para a polícia e outros órgãos; contratação de mão-de-obra terceirizada em número alarmante; compras superfaturadas na Saúde, na Educação e em outros órgãos públicos; gastos volumosos com publicidade e comunicação; aluguéis de ar refrigerado para as escolas; contratos altíssimos de aluguel de equipamentos; isenções fiscais de R$ 50 bilhões a empresas que já funcionavam no estado. O que isto tudo tem em comum? Levaram as finanças do Estado do Rio de Janeiro a uma situação delicadíssima, à beira de um colapso.
Para se ter idéia da situação, empresas que fizeram obras para o Estado, no DER, que não são do grupo de amigos de Cabral estão desde novembro sem receber uma fatura. A maioria das prefeituras não está recebendo dinheiro dos convênios do PADEM, que Cabral mudou o nome para Programa Somando Forças (feito às vésperas das eleições de 2010). A situação é tão grave que CFTs (Certificados Financeiros do Tesouro) criados no meu governo para capitalizar o RioPrevidência com vencimento em 2022 estão sendo antecipados (11 anos antes) para cobrir o déficit do Estado. No ano passado, o governo estadual teve que contrair empréstimo junto a um organismo internacional para pagar parte da dívida com a União.
Agora dá para se entender porque Joaquim Levy pulou fora da secretaria de Fazenda quietinho, sem ninguém perceber. Aliás, poucas pessoas sabem o nome do atual secretário estadual de Fazenda.
Ao contrário do que Cabral e seus secretários apregoam, se as finanças do Estado fossem um paciente, posso garantir que já estaria no CTI. E no caso em questão os prognósticos não são nada animadores.
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