terça-feira, 14 de junho de 2011

ES: Justiça pede afastamento de dois policiais civis acusados de extorsão

A Justiça de Aracruz determinou o afastamento de dois policiais civis de suas funções. Érico Muniz da Silva Filho e Honório Antônio Rebello da Silva são acusados de extorsão e invasão de domícilio. Eles chegaram a ser presos em flagrante, em março de 2009, no município do Norte do Estado, no momento em que recebiam parte do dinheiro, cerca de R$ 16 mil.

Na época, os dois atuavam na Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio. A extorsão foi praticada contra um empresário da região, que chegou a pagar R$ 4 mil - de um total de R$ 20 mil - aos policiais, após ameaças contra sua vida, a de seu irmão e de sua noiva.

As investigações começaram depois que o empresário procurou a Delegacia de Aracruz. Disse que foi preso e encaminhado à Patrimonial, em Vitória, sob suspeita de uso de documentos pessoais falsos. No local, ele teria sido coagido a pagar R$ 20 mil. Um total de R$ 4 mil foi antecipado e no pagamento do restante, eles foram presos.

A decisão de afastamento foi concedido em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. No texto é destacado que a permanência dos policiais no cargo poderá comprometer a investigação.

Contra eles também pesa uma ação penal pelos crimes de extorsão e invasão de domicílio, que pode resultar na perda do cargo e em detenção de até 12 anos. O secretário de Segurança, Henrique Herkenhof, não tinha recebido a decisão na tarde de ontem, mas informou que ela será cumprida.

Desde que foram soltos, Érico travalhava na Delegacia de Crimes contra a vida da Serra e Honório, na Superintendência de Polícia Prisional(SPP). Os policiais foram procurados, mas não foram localizados para falar sobre o assunto.

Outros casos

Tráfico.
No último dia 10, a delegada Tânia Brandão e quatro policiais militares foram presos por suspeita de envolvimento com uma quadrilha de traficantes que atua no Morro dos Gama, em Cariacica. Tânia cobrava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para "aliviar" a barra de traficantes.

Propina.
Os delegados - Márcio Braga e Luiz Neves de Paula Neto -, além de um escrivão e quatro investigadores foram presos acusados de participarem de um esquema de propina. Os delegados teriam cobrado
R$ 25 mil para não pedirem a prisão temporária de um motorista e, para isso, teriam contado com o apoio dos policiais. As investigações começaram depois da denúncia do motorista extorquido.

Vilmara Fernandes - A Gazeta

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