Fotos: http://concursados1993.blogspot.com/
Lívia Francez - seculodiario.com.br
Os investigadores aprovados em concurso público em 1993 e nunca nomeados foram representados na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (13) e pediram que os deputados acompanhem as nomeações, que devem acontecer a partir de 1 de julho. A Casa aprovou o Projeto de Lei nº 107/2011, que dispõem 420 cargos de investigador de Polícia Civil para acomodar os concursados em 19 de abril deste ano, mas as nomeações ainda não iniciaram.
Os deputados que compõem a Comissão de Segurança da Assembleia se colocaram à disposição para acompanhar o processo de nomeação dos investigadores, que já são formados pela Academia de Polícia (Acadepol), mas ainda assim não foram convocados.
A nomeação também pode representar uma economia para o governo do Estado, já que não se gastaria mais com treinamento, pois os candidatos já passaram por ele. Além disso, somente a nomeação dos candidatos que têm direito a assumir o cargo acarreta na perda do objeto de cerca de 80 processos judiciais contra o Estado. Nomear os investigadores, como já determinou o Supremo Tribunal Federal (STF), também pode até mesmo gerar economia na contratação de novo concurso público para o cargo.
Até que fosse enviada a mensagem governamental para a criação dos cargos, os candidatos aprovados passaram por uma série de reuniões com representantes do governo do Estado. Para eles, é primordial que a nomeação saia e eles possam atuar nas delegacias que hoje estão fechadas. Seria uma possibilidade também de desvendar crimes sem solução, já que o número reduzido de profissionais impossibilita tal desfecho, uma vez que crimes diferentes podem ter o mesmo autor, e com o escasso número de investigadores, as investigações acabam prejudicadas.
O número de investigadores no Estado ainda está aquém do necessário para a elucidação de inquéritos, que continuam a se acumular por falta de pessoal para dar andamento aos processos. A atuação em delegacias também deve ser amplificada com a nomeação dos novos investigadores, já que existem unidades fechadas ou funcionando com capacidade limitada por conta da falta de profissionais no Estado.
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