terça-feira, 26 de abril de 2011

ES: Mais de mil investigados por uso de recibo médico falsificado no Iimposto de Renda

Há uma semana, órgãos federais descobriram
comércio de venda de notas fiscais montado
por uma fisioterapeuta, em Aracruz.
Laura Gadelha, delegada da Receita Federal
no Estado diz que cada recibo custava,
em média, R$ 20 mil. foto: Carlos Alberto Silva
O prazo para fazer a declaração do Imposto de Renda (IR) ainda não terminou e mil contribuintes do Estado já estão na mira do Fisco. Eles são investigados devido à venda e ao uso de recibos de tratamentos de saúde falsos. O objetivo era pagar menos tributos ou receber uma restituição mais vantajosa.

Na semana passada, a Receita, Ministério Público e Polícia Federal, deflagraram, em Aracruz, um esquema de comércio de notas fiscais, montado por uma fisioterapeuta. Foram 300 recibos negociados entre 2007 e 2009, um total de R$ 2,5 milhões.

Segundo a delegada da Receita Federal, Laura Gadelha, cada recibo emitido pela profissional tinha valor médio de R$ 20 mil. A estimativa é de que o prejuízo aos cofres do governo esteja entre R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões.

Mandados de busca e apreensão foram realizados na residência e na clínica da profissional na segunda-feira da semana passada. "Foram encontradas evidências de falsificação de recibos em declarações de 2007 a 2009 e documentos que seriam usados na declaração de 2010".

 Laura explica que a Receita conseguiu identificar indícios de fraude porque a fisioterapeuta encontrou uma forma de abater todos os valores recebidos. "Ela foi muito bem orientada para não precisar pagar nenhum imposto. E para evitar o rastreamento do gasto, os clientes forjavam um pagamento feito em dinheiro".

Leia mais em Somente em um caso, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar aos R$ 2 milhões.

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