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| Foto: Arquivo |
Atualmente, a Constituição Estadual já assegura a convocação ou o pedido de dados aos Secretários de Estado, ao Procurador Geral de Justiça e ao presidente do Tribunal de Contas. A Constituição já garante também informações por parte do presidente do Tribunal de Justiça, mas tal aspecto foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Gilsinho Lopes quer alterar a Constituição para retirar o vício de inconstitucionalidade e incluir as demais autoridades e dirigentes, por entender que possibilitará o efetivo exercício do papel fiscalizatório da Ales. O deputado pretende resguardar o sigilo profissional da advocacia do Procurador Geral do Estado e do Defensor Público Geral, mas objetiva assegurar o acesso às informações de natureza administrativa.
A justificativa da PEC nº 9/2011 destaca que existem autarquias e empresas públicas com maiores poderes que Secretarias de Estado, não se justificando que seus dirigentes fiquem isentos de prestarem informações. Explica ainda que a Ales deve poder pedir dados às concessionárias e às permissionárias de serviços públicos, a exemplo do que já certificam outras Constituições Estaduais, como a do Estado de São Paulo.
O Projeto estabelece medidas para garantir a fiscalização. Além de estar sujeito a crime de responsabilidade, quem sonegar ou prestar informações falsas poderá sofrer representação penal ou por improbidade, e a Procuradoria da Assembleia poderá ajuizar ação para conseguir as informações. Também fica instituído que os contratos de concessão ou permissão deverão conter cláusulas que obriguem a prestação de informações.
“A ampliação dos instrumentos de fiscalização irá contribuir para a transparência da coisa pública e defesa da sociedade”, acentua Gilsinho Lopes.
(Com informações do site www.seculodiario.com.br)

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