O prédio começou a ser usado em fevereiro deste ano e de acordo com Maria Angela Rodrigues Faria, mãe de dois alunos e membro do Conselho de Pais da comunidade, a estrutura não está concluída. "A situação é precária, alunos não podem usar algumas salas e falta, até mesmo, energia elétrica. A alternativa é apoiar essa paralisação", declarou.
Segundo o estudante Marilson Conceição dos Santos, 27 anos, os problemas vão além. "Estamos cansados de só comer pão, biscoito e suco. E em algumas aulas, como a de química, temos que fazer grupo de 5 a 7 alunos para dividir um livro didático e os laboratórios de informática não podem ser usados porque a fiação elétrica não foi instalada".
Um grupo de estudantes foi chamado por volta de 8h para uma reunião com o gestor educacional e a diretoria da escola. Os manifestantes pediram uma reunião com o secretário estadual de Educação Klinger Barbosa Alves para uma negociação direta, mas não houve acordo. A direção da escola prometeu um encontro com a superintendente regional de Educação Priscila Cibien na próxima quinta-feira às 8h.
O protesto foi encerrado por volta das 9h, depois que a comissão de estudantes foi recebida pela diretoria. Diante da proposta, os estudantes se comprometeram a retomar as aulas nesta quarta-feira (29) e formular uma pauta a ser entregue para a Secretaria Estadual de Educação (Sedu). Já na manhã desta terça, no lanche foi servido sucrilhos com iogurte. A direção da escola foi procurada mas ainda não se manifestou.
(Com informações de Eduardo Fachetti - A GAZETA)

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